artigo da semana

-A FATALIDADE-

Por Jesus-Cristo (*)

Uma colaboração de Estênio Negreiros (estenio.gomesnegreiros57@gmail.com)

 

 

(...)

 

Façamos por merecer, queridos irmãos, com esforços elevados e com o terno reconhecimento dos nossos corações, que Deus nos aplaine os caminhos abertos diante de nosso espírito para levá-lo ao apogeu da ciência e da prudência, porém jamais digamos que a providência nos conduz; não afirmemos que nossos passos estão assinalados e que tal espírito é guiado por tal espírito.

 

Não, a justiça de Deus é mais elevada e todos os homens têm direito à sua misericórdia.

 

Que gênero de aliança com os espíritos de Deus quereis irmãos meus, que engendre vossas alegrias se vós não a mereceis com o ardor e a perseverança de vossas resoluções? - Que manifestações podeis esperar de Deus se entre vós não reinar a concórdia e a justiça? - De quantos erros, em troca, e de quantas mentiras não sereis vós outros o joguete se com vossa vergonhosa vida facilitardes a aliança de vosso espírito com os espíritos embusteiros da Humanidade mortos no opróbrio? - Desligai-vos do erro, desligai-vos dos amores corrompidos e a verdade vos descobrirá seus tesouros e o amor divino manifestará seu calor à vossa alma.

 

Fazei os preparativos de vossa elevação, adornai a casa em que guardais o espírito de Deus para que ela seja digna dele. Atirai para o lado as cousas malsãs e lavai as chagas por elas deixadas para que o espírito do Senhor não se sinta repelido e se afaste.

 

Limpai a cabeça, limpai o coração, limpai o espírito, limpai a consciência e facilitai a entrada na habitação com ternos chamados, com firmes promessas e com ardentes desejos.

 

Ah! Irmãos meus: quanto se enganam os que crêem que o caminho dos acontecimentos está submetido à fatalidade e que essa fatalidade, cujos golpes ecoam no coração do homem, fere cegamente, inculcando à criatura a ausência de um Ser Inteligente.

 

Uma vez mais. Não. A justiça de Deus existe e para todos a fatalidade não é outra cousa que o castigo merecido. A fatalidade respeita-vos quando vos encontrais sob a proteção de um espírito de Deus, mas esta proteção não se adquire sem sacrifícios e os sacrifícios são expiações. A supremacia do mando, a servidão, a riqueza, a escravidão, são expiações. A virtude nos reis é pouco comum, a coragem nos escravos é pouco comum, o vigor do espírito nos deprimidos é pouco comum, a liberalidade nos ricos é pouco comum. Entretanto, todos se livrariam da fatalidade mediante a virtude, a coragem, a energia do espírito e a liberalidade. Todos progrediriam no caminho do próprio melhoramento se estivessem convencidos da justiça de Deus e das promessas da vida eterna. A justiça de Deus a todos nós protege com o mesmo apoio e nos carrega com igual fardo. Ela nos promete a mesma recompensa e nos humilha do mesmo modo, nos alumia com o mesmo facho e nos abandona com o mesmo rigor.

 

Não preludiemos nossa decadência intelectual com a aceleração de nossos princípios religiosos; alimentemos em troca nosso espírito com o quadro, colocado constantemente na luz diante de nós, da infalibilidade da Justiça Divina. Peçamos a proteção dos espíritos de Deus, mas não imaginemos que eles hão de proteger uns mais que os outros sem a purificação da alma protegida.

 

(…)

 

(*) No livro A Vida de Jesus Ditada por Ele Mesmo (Editora Comercial de Livros 33 Ltda).