artigo da semana

-DEUS TE ABENÇOE, MEU FILHO-

Uma colaboração de Estênio Negreiros (estenio.gomesnegreiros57@gmail.com)

 

 

Houve tempos em que era comum o gesto. A vida moderna, o abandono de Deus pelas criaturas, o fez quase desaparecer.

 

Raro é o lar onde ainda se manifesta. Em lugares ermos, onde a simplicidade da vida se consorcia com a fé, ainda persiste.

 

Falamos do que era costume de inúmeras famílias.

 

Quando as crianças levantavam, pela manhã; quando se preparavam para dormir; quando cumprimentavam as visitas, uniam as mãos e as estendiam em direção dos pais, avós, tios, padrinhos, pedindo:

 

- A bênção, pai!

 

- A bênção, vó!

 

- A bênção, madrinha!

 

E esses, com suas mãos, envolviam as infantis e desejavam:

 

- Deus te abençoe, meu filho!

 

Naturalmente que, pelo hábito, o gesto passou a ser quase mecânico.

 

Isto é, muitas vezes era repetido somente por ser tradição, sem envolvimento emocional algum.

 

De toda forma, a simples menção do nome de Deus, na frase, com emissão de bênçãos, tinha seu valor.

 

Era o momento em que o pequeno, chutando bola ou brincando na terra, corria ao encontro do recém-chegado para dizer, quase sem fôlego:

 

- A bênção, tio!

 

E receber o carinho das mãos gigantes, em torno das suas.

 

Podemos imaginar o efeito quando o adulto, cheio de saudades, de amor, dizia com toda unção:

 

- Deus te abençoe, meu filho!

 

Como faz falta Deus em nossos lares e em nossas vidas.

 

Quantos distúrbios, desentendimentos, rusgas poderiam ser amainadas. Ou evitadas.

 

Quanta inquietação infantil, manhas e teimosias poderiam ser diluídas, com a formalidade de bênçãos aos filhos.

 

Isso porque a palavra carrega as vibrações de quem as pronuncia. Essas vibrações envolvem o ser a quem são dirigidas.

 

Podemos imaginar–nos, pais amorosos, dizendo ao filho: – Deus te abençoe –, o quanto de bênçãos a ele endereçamos.

 

Podemos cogitar de que, tantas vezes pronunciado o desejo, o mantemos envolvido em um halo de reconforto.

 

As bênçãos de Deus...

 

Tão esquecidas e tão ao nosso alcance...

 

* * *

 

Você, pai ou mãe, avô ou avó, tio ou tia, padrinho ou madrinha, que ama esse pequeno ser que viu nascer, que observa crescer, que o deseja feliz e triunfante, pense nisso!

 

Pense nisso e comece a utilizar o “Deus te abençoe”, “Deus te guarde”, “Deus te proteja", muitas vezes.

 

Constatará, após um tempo, os benefícios alcançados, que se traduzirão em menos rebeldias e teimosias; menos explosões de raiva e egoísmo; mais aconchego...

 

Tente e constatará porque as bênçãos de Deus são vibrações inigualáveis.

 

Como o Sol que espanta o frio e ilumina o Mundo, elas aquecerão o coração da sua criança, o seu também e todos seremos muito mais felizes.

 

Com as bênçãos de Deus.

 

Redação do Momento Espírita

 

Disponível no CD Momento Espírita, v. 13 e livro Momento Espírita, v. 6, ed. FEP.

 

Publicado em 09/01/2014, na página http://www.momento.com.br/pt/ler_texto