artigo da semana

-PAISAGEM MENTAL-

Por Joanna de Ângelis (espírito)

Uma colaboração de Estênio Negreiros (estenio.gomesnegreiros57@gmail.com)

 

 

Inscrevem-se em todas as mentes, pensamentos, palavras e atos.

 

As paisagens mentais de cada ser humano resultam das suas reflexões, assim como dos seus interesses. Tudo aquilo que o atrai, impregna a mente, passando a fazer parte do seu patrimônio, que será utilizado oportunamente, quando as circunstâncias assim o impuserem.

 

A vida mental é, pois, o somatório das construções psíquicas que permanecem dando lugar às realizações e atividades do ser no seu processo de evolução. Em consequência, cada ser reside no local psíquico onde deposita as suas ideias.

 

São elas o natural resultado dos hábitos mantidos durante a vilegiatura orgânica.

 

Todo pensamento que passa pelos registros mentais deixa traços de alto significado que, pela sucessão da ocorrência, transforma-se em cultivo para a reprodução oportuna, pelo automatismo dos equipamentos eletrônicos que constituem os chips de registro de tudo que ocorre. Portanto, tal vida conforme os ajustamentos mentais.

 

Jesus afirmou com muita beleza: “Onde estiver o vosso tesouro aí estará também o vosso coração.” (Mateus, 6:21)

 

Equivale dizer: onde estiverem as tuas ideias, estará a tua realidade, o ser que és.

 

O Seu Evangelho, em sua proposta de terapia preventiva aos males da existência física, oferece a ensementação operosa, gentil e produtora de frutos nutrientes.

 

Em todos os momentos suas páginas registam as ocorrências edificantes: mesmo quando os primeiros registos apresentem algo de mau, a sua diretriz demonstrará o resultado equivalente aos seus conteúdos.

 

Não estranhes, pois, o pessimismo, o pânico e a insegurança quando fores defrontado com os testes do movimento da existência humana planificada para vivência da plenitude naqueles indivíduos de mente desabituada a reflexões positivas e a fixações primorosas, que serão as primeiras reações à manifestações do dia a dia.

 

Expulse-se da mente o hábito do mau julgamento, em particular quando chamam a atenção às más qualidades. Há razões que escapam ao observador apressado que tomam cada pessoa específica ou especial.

 

Compreendamos que existe em todos os seres humanos a outra face, isto é, o outro lado, talvez, sombrio, como num espelho.

 

A realidade é que ninguém se sente feliz por inspirar antipatia ou desagrado. E, se por acaso demonstra que sim, está oculto um conflito perverso que desarticula o seu possuidor.

 

Elege os melhores pensamentos, mesmo quando a situação for extremamente perigosa e negativa.

 

Vive-se num Universo de leis inalteráveis que funcionam por automatismos inflexíveis.

 

Se pensas bem, num momento mau, tornas o clima mental menos denso, portanto, favorável a um resultado inesperado.

 

Esforça-te por ser gentil com todos, pois que a gentileza, como afirma o brocardo popular, gera gentileza.

 

Conserva a ideia da vitória em circunstâncias aziagas, porque, mesmo quando o resultado não é positivo, o aprendizado é de alto coturno.

 

O pântano ignora a podridão que exala.

 

O matagal não sabe os prejuízos que produz...

 

A peste ignora as vidas que arrebata.

 

Desse modo, drena as águas paradas e dá-lhes movimento, capina a erva má e retira a mata que agasalha ofídios e aracnídeos perigosos e transforma o terreno em formoso jardim.

 

Precata-te da pestilência e a saúde triunfará em teu organismo.

 

A vida é um convite intérmino à ação edificante.

 

Cuida do teu jardim mental.

 

*

 

As boas conversações são os maravilhosos instrumentos da edificação do Bem.

 

As palavras carregam as vibrações do tônus que as envolvem. Nem sempre é o som do verbo, mas a emissão do seu conteúdo moral que tem significado.

 

Como não podes viver sem pensar, habitua-te a reflexionar nas belezas da vida: o desabrochar de uma flor, o gotejar da água, o leve perfume da brisa que beija o roseiral, as coisas simples da Natureza...

 

As questões complexas exigem mentes que sabem elaborar esquemas e equacionar enigmas.

 

Sê simples e acaricia tudo que é delicado e desconsiderado.

 

Sorri ante um amanhecer irizado da luz do Sul ou o poente em fogo do entardecer.

 

Olha a vegetação numa greta de pedra onde caiu um pólen, manifestando o poder da vida.

 

Detém-te e examina um grão de areia que reflete a luz, um pirilampo que brilha no escuro, e descobrirás a maravilha da vida em mil manifestações surpreendentes que fascinam.

 

Pensa em Deus, analisando a Sua obra e deslumbrando-te com um colibri no ar ou uma borboleta leve e também flutuante, bailando ao vento brando, ou uma laboriosa abelha, produzindo mel e fecundando a Natureza sem o saber.

 

Considera que a tua mente é um jardim portador de belezas inimagináveis. Seleciona o que nele irás plantar, com a certeza, porém, de que colherás conforme a semente que lhe entregares aos cuidados.

 

Jesus foi peremptório, afirmando que: “(...) A cada um segundo as suas obras.” (Mateus, 16:27)

 

*

 

Normalmente o momento da desencarnação libera a memória que evoca toda a existência, especialmente aquilo que mais se fixou na mente através da repetição.

 

Essas fixações são os pensamentos comezinhos, constantes, viciosos.

 

Desse modo, vive de maneira que, ao desencarnar, a tua memória te abençoe com o jardim de pensamentos elevados, a fim de poderes seguir feliz desde esse momento.

 

Psicografia de Divaldo Pereira Franco, em 16 de junho de 2020, na Mansão do Caminho, em Salvador, Bahia.

 

Publicado na página http://www.divaldofranco.com.br/mensagens.php?not=644